Os 1.187 CNPJs do CNAE 8112-5/00 são o condomínio em si — a pessoa jurídica que o prédio abre para contratar, pagar folha e emitir boleto. Os 218 do 6822-6/00 são escritórios que administram prédios alheios. A razão entre eles, 5,4 prédios por administradora (1.187 ÷ 218), é o que realmente distingue uma praça da outra. Na régua das 59 cidades que mapeamos, o topo autogerido é Contagem (MG), com 18,1 (1.669 ÷ 92), seguida de Uberlândia, com 15,6 (1.799 ÷ 115), e Belo Horizonte é a capital mais autogerida, com 15,4 (10.320 ÷ 671); do lado terceirizado, Fortaleza fica em 1,4 (917 ÷ 637), uma das razões mais baixas entre as capitais; Ribeirão Preto fica na metade de cima e passa da média brasileira de 4,1 (130.757 ÷ 31.873). A comparação decisiva, porém, é doméstica: São Paulo, no mesmo estado e com 17.617 CNPJs no segmento — 12,5 vezes o total daqui (17.617 ÷ 1.405) —, opera a 2,5. Duas cidades paulistas, dois mercados opostos.
A mesma leitura aparece na participação: as gestoras são 16% dos 1.405 CNPJs de Ribeirão Preto (218 ÷ 1.405), abaixo dos 19,6% que representam no país (31.873 ÷ 162.630). O contraste extremo fica no próprio estado, no eixo Alphaville/Tamboré, onde a conta se inverte e o mercado é quase todo delegado: Barueri tem 207 administradoras para 152 condomínios prediais e a vizinha Santana de Parnaíba, 63 para 45 — ou 0,7 e 0,7 prédio por administradora, respectivamente: o extremo terceirizado das 59 cidades que mapeamos e as duas únicas abaixo de 1. Aqui não, e é por isso que a lista traz os dois CNAEs no mesmo arquivo. Cabe ainda um ajuste de vocabulário: quem digita “lista de síndicos em Ribeirão Preto” está atrás do contato do condomínio. Quem preside um prédio é escolhido em assembleia e pode mudar a cada mandato; o registro público traz um responsável, que costuma ser o síndico ou a administradora, além de razão social, endereço, telefone e e-mail do CNPJ.