Os 1.162 CNPJs do CNAE 8112-5/00 são o condomínio em si — a pessoa jurídica que o prédio abre para contratar, pagar folha e emitir boleto. Os 205 do 6822-6/00 são escritórios que administram prédios alheios. A razão entre eles, 5,7 prédios por administradora (1.162 ÷ 205), é o que realmente distingue uma praça da outra. Na régua das 27 cidades que mapeamos, o topo autogerido é Uberlândia, com 15,8 (1.780 ÷ 113), e Belo Horizonte é a capital mais autogerida, com 15,7 (10.178 ÷ 648); do lado terceirizado, Fortaleza fica em 1,5 (899 ÷ 607), uma das razões mais baixas entre as capitais; Ribeirão Preto fica na metade de cima e passa da média brasileira de 4,2 (128.383 ÷ 30.576). A comparação decisiva, porém, é doméstica: São Paulo, no mesmo estado e com 17.199 CNPJs no segmento — 12,6 vezes o total daqui (17.199 ÷ 1.367) —, opera a 2,5. Duas cidades paulistas, dois mercados opostos.
A mesma leitura aparece na participação: as gestoras são 15% dos 1.367 CNPJs de Ribeirão Preto (205 ÷ 1.367), abaixo dos 19,2% que representam no país (30.576 ÷ 158.959). O contraste extremo fica no próprio estado, no eixo Alphaville/Tamboré, onde a conta se inverte e o mercado é quase todo delegado: Barueri tem 200 administradoras para 154 condomínios prediais e a vizinha Santana de Parnaíba, 56 para 45 — ou 0,8 prédio por administradora, o extremo terceirizado das 27 cidades que mapeamos e a única delas abaixo de 1. Aqui não, e é por isso que a lista traz os dois CNAEs no mesmo arquivo. Cabe ainda um ajuste de vocabulário: quem digita “lista de síndicos em Ribeirão Preto” está atrás do contato institucional do condomínio. Quem preside um prédio é escolhido em assembleia e esse nome não entra em registro público — o que existe são razão social, endereço, telefone e e-mail do CNPJ.