Serviços prediais
Portaria, limpeza, manutenção, jardinagem e elevadores vivem de contrato longo. Com 1.278 prédios de CNPJ próprio contra 106 administradoras, essas conversas começam no telefone do condomínio.
Doze prédios para cada administradora. É essa conta — 12,1 condomínios prediais por administradora — que separa Juiz de Fora de quase todo o país: quase o triplo da média nacional (4,2), cerca de cinco vezes São Paulo (2,5) e no campo autogerido, ao lado de Belo Horizonte (15,7). Das 1.384 empresas ativas dos dois CNAEs aqui, só 7,7% administram prédios alheios.
Juiz de Fora é uma cidade que administra os próprios prédios. São 12,1 condomínios prediais por administradora — contra 4,2 na média do Brasil, 2,5 em São Paulo e 1,5 em Fortaleza —, perto do extremo autogerido entre as 27 cidades que mapeamos, ocupado por Uberlândia (15,8) e por Belo Horizonte (15,7), a capital mais autogerida. Em julho/2026: 1.278 condomínios prediais (CNAE 8112-5/00) e 106 administradoras (CNAE 6822-6/00), 1.384 CNPJs ativos, com as gestoras em só 7,7% do segmento. Aqui a lista curta das administradoras não cobre a cidade.
Condomínio não compra por impulso: compra contrato aprovado. O que muda de cidade para cidade é onde essa aprovação acontece — e, com 12,1 prédios por administradora, aqui ela acontece dentro do próprio condomínio.
Portaria, limpeza, manutenção, jardinagem e elevadores vivem de contrato longo. Com 1.278 prédios de CNPJ próprio contra 106 administradoras, essas conversas começam no telefone do condomínio.
Solar, internet e segurança eletrônica se decidem prédio a prédio, com visita técnica no meio. O filtro por bairro transforma os 234 CNPJs do Centro em uma agenda de campo.
Seguro condominial, garantidoras e bancos digitais preferem escala: são as 106 empresas do CNAE 6822-6/00 que carregam várias assembleias de uma vez.
Mercado pouco disputado: 106 gestoras para 1.278 prédios é folga que São Paulo, a 2,5 por administradora, não tem. E os 29 CNPJs abertos nos últimos 12 meses — 2,4 por mês, de 29 ÷ 12 — ainda escolhem fornecedor.
São 22 informações por empresa. Para prospectar condomínio, quatro fazem quase todo o trabalho: razão social — que já denuncia se aquilo é um edifício ou uma empresa de gestão —, endereço com bairro, telefone e e-mail. As demais separam o prédio novo, ainda fechando os primeiros contratos, do condomínio de trinta anos. A exportação sai em CSV compatível com Excel.
Não é um centro único nem uma distribuição parelha: são duas cabeças, uma queda de 55% entre o segundo e o terceiro colocado e, fora dessa dupla, nenhum bairro que alcance 6% da cidade.
| Bairro | CNPJs ativos |
|---|---|
| Centro | 234 |
| Sao Mateus | 168 |
| Sao Pedro | 75 |
| Cascatinha | 71 |
| Bom Pastor | 70 |
| Santa Helena | 50 |
| Teixeiras | 45 |
| Granbery | 34 |
| Paineiras | 32 |
| Passos | 30 |
A leitura começa pela dupla no topo. O Centro tem 234 CNPJs ativos, 39% a mais que São Mateus (168), e sozinho responde por 16,9% da cidade (234 de 1.384). Somados, os dois valem 402 — 29% de tudo. Do segundo para o terceiro colocado, porém, a curva quebra: São Pedro cai para 75, uma perda de 55% em um degrau só, o maior da tabela. Os três primeiros fecham 477 (234 + 168 + 75), ou 34,5% da cidade.
Passada a dupla, não sobra hierarquia útil. São Pedro (75), Cascatinha (71) e Bom Pastor (70) são empate técnico; Santa Helena (50) e Teixeiras (45) vêm logo atrás e, do oitavo bairro em diante — Granbery 34, Paineiras 32, Passos 30 —, nenhum passa de 34, ou 2,5% da cidade. Os dez maiores somados dão 809 CNPJs, 58% do total (809 de 1.384); os 575 restantes se espalham por bairros que não passam dos 30 do décimo colocado — nenhum sustenta rota própria. Isso define o roteiro: o Centro rende um dia inteiro, São Mateus outro, e a partir do terceiro nome nenhum bairro justifica visita dedicada — o jeito é agrupar por saída. No painel de assinantes, o filtro de bairro aparece depois de escolher Juiz de Fora/MG.
São duas listas dentro de uma, e a proporção entre elas é o dado mais incomum daqui.
De um lado, 1.278 condomínios prediais, cada um com CNPJ, orçamento e assembleia próprios. Do outro, 106 administradoras. São 12,1 prédios por administradora, as gestoras somam só 7,7% dos 1.384 CNPJs do segmento, e o conjunto equivale a 5,4% do que Minas Gerais registra nesses CNAEs e 0,87% do país.
Para dimensionar: o Brasil tem 128.383 condomínios prediais para 30.576 administradoras, ou 4,2 cada. São Paulo, maior mercado do país com 17.199 CNPJs no segmento, opera a 2,5; Fortaleza, uma das mais terceirizadas entre as capitais, a 1,5. O extremo terceirizado das 27 cidades com lista própria aqui é Santana de Parnaíba (SP), a 0,8 — a única delas em que as administradoras (56) superam os condomínios prediais (45). Juiz de Fora vai para o canto oposto, ao lado de Belo Horizonte (15,7) e de Uberlândia (15,8), que lidera a régua com 1.780 prédios para 113 gestoras. Três mineiras no mesmo extremo não é acaso de amostra: é padrão de gestão.
Poucas gestoras para muitos prédios significa que a maioria dos condomínios daqui se vira sozinha, com conselho e assembleia decidindo o que contratar. Para seguro em carteira, software de gestão e cobrança, as 106 gestoras são alvo curto e de alta alavancagem. Mas se o produto depende do aval da assembleia — obra, reforma, elevador, energia solar, portaria remota —, elas não alcançam a cidade: são os 1.278 prédios. Em São Paulo, atacar só administradoras cobriria boa parte do mercado; aqui, deixa a maior parte dele intocada.
Leve os 1.278 prédios e as 106 gestoras de Juiz de Fora
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Na base LeadJet, edição de julho de 2026, Juiz de Fora (MG) tem 1.278 condomínios prediais ativos no CNAE 8112-5/00 e 106 administradoras no CNAE 6822-6/00 — 1.384 empresas no segmento. É 5,4% do que Minas Gerais registra nesses dois CNAEs, 0,87% do Brasil e 2,1% das 66.020 empresas ativas da cidade, cerca de uma em cada 48.
Não exatamente, e é melhor ser direto: síndico é eleito em assembleia e não fica registrado em cadastro de CNPJ, então essa coluna não existe em lugar nenhum. A lista entrega o canal institucional de cada empresa — razão social, endereço com bairro, telefone e e-mail. Em Juiz de Fora isso pesa mais que na média: como só 7,7% dos CNPJs do segmento são gestoras, a maior parte dos contatos leva direto à administração interna do prédio.
Pelo Centro, se a abordagem for de campo: 234 CNPJs ativos, 39% a mais que São Mateus (168) — juntos, os dois dão 402. Do segundo para o terceiro colocado a curva desaba: São Pedro tem 75. Os três primeiros somam 477 dos 1.384 da cidade, pouco mais de um terço; Cascatinha (71), Bom Pastor (70), Santa Helena (50) e Teixeiras (45) fecham o miolo e, do oitavo bairro em diante — Granbery 34, Paineiras 32, Passos 30 —, nenhum passa de 34.
Depende do produto, e aqui a resposta pende para o prédio. Juiz de Fora tem 12,1 condomínios prediais por administradora, contra 4,2 na média nacional e 2,5 em São Paulo: as gestoras servem a seguro, software de gestão e cobrança, mas 106 empresas não cobrem 1.278 prédios. Obra, reforma, elevador, energia solar e portaria voltam para a assembleia — aí o alvo é o CNPJ do prédio.
Tudo aqui sai da base LeadJet, edição de julho de 2026, e conta CNPJs com situação cadastral ativa em dois CNAEs no município de Juiz de Fora/MG: 8112-5/00, condomínios prediais, com 1.278 registros; e 6822-6/00, gestão e administração da propriedade imobiliária, com 106. A divisão por bairro usa o endereço declarado no cadastro. Ressalva: edifício sem CNPJ próprio não aparece — é contagem de empresas registradas, não de torres construídas.
As comparações usam a mesma edição e critério: 128.383 condomínios prediais e 30.576 administradoras no Brasil, 158.959 somados; 15,8 prédios por administradora em Uberlândia e 15,7 em Belo Horizonte; 2,5 em São Paulo, com 17.199 CNPJs; 1,5 em Fortaleza. Entre as 27 cidades com lista própria neste site, Santana de Parnaíba (SP) é a única em que as administradoras (56) superam os condomínios prediais (45); fora dessa seleção, a vizinha Barueri (SP) inverte com margem maior — 200 administradoras para 154 prédios. As 66.020 empresas ativas da cidade vêm da mesma edição.
Metodologia, edições da base e termos de citação: metodologia dos dados Leadjet. Classificação de atividades conforme a CNAE (IBGE/Concla).