O prédio abre CNPJ próprio para contratar, pagar folha e recolher tributos — por isso aparece na base como empresa. As gestoras valem 21,6% do segmento na cidade (129 ÷ 596), acima da fatia que ocupam no país, 19,6% (31.873 ÷ 162.630). Em carteira, cada administradora niteroiense responde por 3,6 prédios (467 ÷ 129): menos que a média brasileira, de 4,1 (130.757 ÷ 31.873), e mais que São Paulo, com 2,5 — ou seja, terceiriza a gestão um pouco mais que o país e bem menos que a maior praça do Brasil.
Na prática, não existe atalho de meia dúzia de contas por aqui. Onde a razão é alta — Contagem (MG), o extremo autogerido entre as 59 cidades com lista própria aqui, chega a 18,1 (1.669 ÷ 92), Uberlândia, a 15,6 (1.799 ÷ 115), e Belo Horizonte, a capital mais autogerida, a 15,4 (10.320 ÷ 671) —, falar com poucas gestoras cobre boa parte do parque predial. No extremo oposto estão Santana de Parnaíba (SP), com 0,7 (45 ÷ 63), e a vizinha Barueri, com 0,7 (152 ÷ 207), as praças em que as administradoras superam os condomínios prediais (63 contra 45 e 207 contra 152): a inversão aparece em 982 municípios do país e, entre as 59 cidades com lista própria aqui, só nessas duas. Antes delas na régua vêm Manaus, a capital mais terceirizada, com 1,1 (293 ÷ 256), e Fortaleza, com 1,4 (917 ÷ 637). Niterói fica no meio-termo das carteiras curtas: a lista de gestoras encurta o caminho, mas não fecha a cidade sozinha.
Um ajuste de vocabulário evita frustração na primeira ligação. Buscar por “lista de síndicos em Niterói” é comum: o cadastro do CNPJ traz um responsável, que costuma ser o síndico ou a administradora, mas quem ocupa o cargo é eleito em assembleia e pode mudar a cada mandato. Por isso a lista trabalha no nível da pessoa jurídica — o contato dos 596 registros: razão social, endereço com bairro, telefone e e-mail do prédio ou da gestora.