O prédio abre CNPJ próprio para contratar, pagar folha e recolher tributos — por isso aparece na base como empresa. As gestoras valem 21,3% do segmento na cidade (125 ÷ 588), acima da fatia que ocupam no país, 19,2% (30.576 ÷ 158.959). Em carteira, cada administradora niteroiense responde por 3,7 prédios (463 ÷ 125): menos que a média brasileira, de 4,2 (128.383 ÷ 30.576), e mais que São Paulo, com 2,5 — ou seja, terceiriza a gestão um pouco mais que o país e bem menos que a maior praça do Brasil.
Na prática, não existe atalho de meia dúzia de contas por aqui. Onde a razão é alta — Uberlândia, o extremo autogerido entre as cidades que mapeamos, chega a 15,8 (1.780 ÷ 113), e Belo Horizonte, a capital mais autogerida, a 15,7 (10.178 ÷ 648) —, falar com poucas gestoras cobre boa parte do parque predial. No extremo oposto está Santana de Parnaíba (SP), com 0,8 (45 ÷ 56), a praça em que as administradoras superam os condomínios prediais (56 contra 45): a inversão aparece em 956 municípios do país e, entre as 27 cidades com lista própria aqui, só nessa. Antes dela na régua vêm Manaus, a capital mais terceirizada, com 1,2 (286 ÷ 243), e Fortaleza, com 1,5 (899 ÷ 607). Niterói fica no meio-termo das carteiras curtas: a lista de gestoras encurta o caminho, mas não fecha a cidade sozinha.
Um ajuste de vocabulário evita frustração na primeira ligação. Buscar por “lista de síndicos em Niterói” é comum, mas síndico não é dado de registro empresarial: quem ocupa o cargo é eleito em assembleia, e essa eleição não chega ao cadastro do CNPJ. Por isso a lista trabalha no nível da pessoa jurídica — o canal institucional dos 588 registros: razão social, endereço com bairro, telefone e e-mail do prédio ou da gestora.